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Os macacos poderiam, em teoria, um dia digitar as obras de Shakespeare? Essa questão é explorada pelo Teorema do Macaco Infinito, que analisa a probabilidade de eventos ocorrerem ao longo do tempo. Proposto em 1913 pelo matemático francês Émile Borel, o teorema ilustra o alcance da probabilidade matemática, embora isso não signifique que tais eventos sejam viáveis na prática.
Pesquisadores posteriores se debruçaram sobre essa hipótese para avaliar sua viabilidade. Segundo os cientistas, embora o teorema seja um exercício teórico interessante, sua concretização é praticamente impossível dentro do tempo de vida do nosso universo.
A complexidade da questão pode ser resumida assim: o elemento "infinito" é crucial para o Teorema do Macaco Infinito. No mundo real, a chance de um macaco digitar algo coerente de forma aleatória é extremamente baixa. No entanto, sob a perspectiva do teorema, o conceito de infinito sugere que eventos improváveis podem, eventualmente, ocorrer.
Entretanto, há um obstáculo significativo: nosso universo não é infinito. "Ele terá uma duração longa, mas não será eterno. Embora muitos macacos possam nascer, não haverá um número infinito deles", explicou Stephen Woodcock, professor de matemática e ciências físicas na University of Technology Sydney.
Falta de Tempo O tempo restante do universo não seria suficiente para que um macaco digitasse as obras de Shakespeare. Stephen Woodcock e seus colegas pesquisadores realizaram cálculos teóricos envolvendo chimpanzés para avaliar se o teorema poderia ser aplicado na realidade. Eles consideraram a hipótese de um chimpanzé passar a maior parte de sua vida digitando em uma máquina de escrever e tentaram calcular a probabilidade de que o primata conseguisse digitar uma palavra, uma frase, um livro e, finalmente, as obras completas de William Shakespeare.
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