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O trágico falecimento de Jéssica Canedo, de 22 anos, levantou um debate crucial sobre a responsabilidade dos perfis de fofoca na internet, especialmente a página Choquei, uma influente agência de fofocas. Essa discussão ganhou destaque após o suicídio de Jéssica, ocorrido em 22 de dezembro, que foi desencadeado por uma postagem que apresentava uma conversa íntima falsa entre ela e o humorista Whindersson Nunes.
O que é a Choquei?: Fundada em 2014, a Choquei é uma publicação de fofocas que atua principalmente no Instagram, X (antigo Twitter) e TikTok. Reconhecida por sua agilidade e superficialidade na divulgação de conteúdos, a página, liderada por Raphael Sousa, conquistou milhões de seguidores.
O caso de Jéssica Canedo: A tragédia teve início em 18 de dezembro, quando o perfil Garotx do Blog, administrado por Gabriel Alves Maximino, publicou imagens falsas de um suposto flerte entre Whindersson Nunes e Jéssica Canedo. Essa postagem foi amplamente compartilhada por outras páginas, incluindo a Choquei. Tanto Whindersson quanto a mãe de Jéssica, Inês Oliveira, negaram as alegações e pediram a remoção das publicações. Jéssica, que lutava contra a depressão, implorou pelo fim da disseminação dessas informações, afirmando não conhecer Whindersson.
Repercussões e reações: Após a morte de Jéssica, a Choquei e outras páginas enfrentaram críticas intensas. Raphael Sousa, fundador da Choquei, foi chamado para prestar esclarecimentos à Polícia Civil de Minas Gerais. A Choquei emitiu comunicados contraditórios sobre o caso, alternando entre a defesa de suas ações e o reconhecimento da falsidade das informações.
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